Terapêutica
Ortomolecular (T.O.M)
A O.T.M trabalha basicamente com três áreas:
Avaliação e reequilíbrio dos elementos nutricionais
(vitaminas, minerais, aminoácidos) por seu papel na defesa
contra doenças degenerativas e para impedir o envelhecimento
precoce.
Combate ao excesso de Radicais Livres (RL) elementos com capacidade
de atacar as estruturas orgânicas mais estáveis,
desorganizando suas membranas, proteínas e DNA, levando à um
envelhecimento celular.
Desintoxicação por metais tóxicos (como
chumbo, alumínio e mercúrio) que se depositam nos órgãos
e levam à doenças degenerativas como o mal de Alzheimer
e câncer.
Utilizamos as técnicas mais modernas para avaliação
(veja adiante em Bio-ressonância) e reequilíbrio
Nutricional, para a neutralização dos R. L. e para
a eliminação dos metais tóxicos do sistema
colaborando efetivamente na diminuição de patologias
presentes ou futuros e evitando o envelhecimento precoce do
corpo.
Terapia Ortomolecular X Qualidade de Vida X Nutrição
Terapia Ortomolecular é o ramo
da ciência cujo objetivo
primordial é restabelecer o equilíbrio químico
do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas
se dá através do uso de substâncias e elementos
naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos.
Estes elementos, além de proporcionarem um reequilíbrio
bioquímico, combatem os radicais livres. Mas por que
o organismo se desequilibra? Para entendermos como isto se
dá,
podemos partir de uma analogia. O organismo é uma máquina
que está permanentemente se produzindo. Durante este
processo de produção podem surgir falhas, seja
na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.),
seja na própria integração de todo e qualquer
sistema que compõe a máquina.Estes sistemas devem
trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens
são
os sistemas: NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE.
Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina
(ser humano) compromete toda a produção (vida),
surgindo os defeitos (doença). Por exemplo: uma pessoa
deprimida tem mais chances de apresentar infecções
recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico
leva conseqüentemente a alterações no sistema
imune. Outro fator importante na gênese de várias
enfermidades, como artrite e câncer, é a formação
excedente de radicais livres. Podemos entendê-los da
seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98% do oxigênio
que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que
sobra
(2% a 5%) não participa do processo, formando as espécies
tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres.
Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos
com um elétron não emparelhado em sua órbita
mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar
o equilíbrio precisam 'doar' o elétron desemparelhado.
Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas
celulares do corpo, o que resulta em destruição
e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem
ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema
e doenças cardiovasculares.
O Homem está sendo
permanentemente submetido a condições que levam
ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse,
o fumo, a poluição, exposições
prolongadas ao sol, entre outras. A Terapia Ortomolecular,
através
do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar
os efeitos tóxicos destas espécies reativas,
proporcionando uma melhor qualidade de vida.
A Terapia Ortomolecular também
trata das deficiências de uma série de nutrientes.
Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina
C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço
por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente.
E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios
que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres,
na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o
sistema imunológico. Todavia, apesar da Terapia Ortomolecular
ter um sentido curativo, ela também é eminentemente
preventiva. Assim, por. ex.,é possível tratar uma
pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão
arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade
antes que ela ocasione diabetes. O mais importante é que
com a Terapia Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como
um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta
visão global, qualquer tratamento torna-se muito mais
vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira
raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.
Ou,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito
exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito
mais fácil consertá-la antes que o problema atinja
toda a produção, que nada mais é do que
a própria vida.
A pouco menos de um século, o papel dos nutrientes na
saúde era pouco conhecido. Coube a Gabriel Bertrand demonstrar
que esses elementos embora presentes em pequenas quantidades,
eram indispensáveis à vida.
Ainda hoje, porém, a medicina pouco tem valorizado os
nutrientes, julgando que o fundamental já é conhecido
de todos, ignorando que houve profunda modificação
dos hábitos alimentares e que o refino, o preparo dos
alimentos e as novas técnicas de cultivo alteram radicalmente
a biodisponiblidade dos nutrientes, principalmente, ignorando
sua participação vital nos processos biológicos.
Muitos anos foram necessários para tornar evidente a relação
entre nutrição, saúde e doença. As
pesquisas sobre o metabolismo humano identificaram cerca de 5
mil reações bioquímicas necessárias à manutenção
da vida; também comprovaram a necessidade de 45 “nutrientes
essenciais” provenientes dos alimentos (essenciais porque
o organismo não os sintetiza). A moderna Bioquímica
demonstrou que a homeostase do organismo está assegurada
por nutrientes perfeitamente identificáveis, com funções
definidas, atuando como cofatores essenciais ao metabolismo bioquímico.
O papel dos nutrientes é fundamental ao metabolismo celular,
para a ativação das enzimas e à proteção
das membranas, frente aos processos oxidativos. O processo da
Bioquímica fez surgir novas perspectivas de interesse
clínico, cujos princípios se assentam em ases inatacáveis.
A nutrição e a terapêutica através
de nutrientes têm a finalidade de manter ótima no
organismo a relação molecular entre os elementos
internos (hormônios, enzimas, funções metabólicas
e fisiologia das membranas) e o balanço nutricional (proteínas,
lipídios, glicídios, vitaminas, minerais, ácidos
graxos e aminoácidos). Esta é uma relação
essencialmente bioquímica.
É
pensamento geral que a dieta variada é suficiente para
prover o organismo de todas as vitaminas, aminoácidos
e minerais, essenciais ao seu bom funcionamento. Trabalhos americanos
relatam que são poucos os adultos (9%) que ingerem 3porções
diárias de legumes e hortaliças. A carência
de nutrientes parece ser mais intensa em determinados grupos,
como gestantes, idosos, pessoas enfermas e naquelas submetidas
a dietas hipocalóricas.
O conteúdo de minerais e vitaminas presentes nos legumes
e cereais sofre profunda influência dos micros nutrientes
e do pH do solo, uma vez que existem tipos diferentes de solo
(argilosos, arenosos, terra preta, terra roxa, entre outros),
com distintos conteúdos minerais, com variações
de pH e com a conseqüente diferença na biodisponibilidade
dos nutrientes.
Alguns médicos consideram que uma alimentação
equilibrada e variada é suficiente para evitar a carência
nutricional; outros consideram difícil a obtenção
das quantidades adequadas, exclusivamente através da alimentação.
A carência moderada de vitaminas, aminoácidos e
minerais explicaria um grande número de sinais e sintomas
(astenia, ansiedade, insônia, alergias, pseudo-depressões),
que não precisariam ser tratados por terapeutas mais agressivas
além dos suplementos nutricionais. Em 1968, o Departamento
de Agricultura dos EUA publicou extenso trabalho demonstrando
que 20% da população americana estava ingerindo
dietas nutricionais pobres.
A superalimentação habitual de antigamente, mantinha
os indivíduos longe do risco carencial ou subcarencial.
Todos os regimes hipocalóricos, hipolipídicos ou
hipoglicídicos aumentam o risco de carência das
vitaminas A, C, E e dos minerais magnésio, cálcio,
potássio, zinco e ferro; os vegetarianos apresentam freqüentemente,
carência de ferro, de alguns aminoácidos (lisina,
cisteína, triptofano), de vitaminas B12 e de folatos;
o consumo excessivo de filatos (cereais não refinados)
induz à carência de minerais.
A década de 50 possibilitou extraordinários avanços à medicina
com o surgimento de novas e revolucionárias teorias. Em
1956, Denham Harman formulou a teoria dos radicais Livres (RLs),
explicando o envelhecimento humano e o da ação
destes. RLs são elementos que surgem no organismo como
um subproduto da respiração celular, quando o oxigênio é transformado
em energia no interior da mitocôndria (2% a 5% do oxigênio
origina espécies reativas, os temidos RLs). Assim como
ocorreu com outros pioneiros, suas idéias foram recebidas
com ceticismo e levou tempo para que obtivessem o reconhecimento,
que veio a ocorrer na década de 70, quando sua teoria
foi novamente divulgada pela American Academy of Medical Preventics.
Graças a seus trabalhos (6 livros e mais 150 artigos)
foi indicado duas vezes para o prêmio Nobel de Medicina.
Harman é o professor de Medicina e Bioquímica
na Universidade de Nebraska (USA).
A terapêutica através dos nutrientes teve como pioneiros:
os canadenses Hoffer e Osmond, com artigo publicado em 1962,
na prestigiada revista inglesa Lancet; Linus Pauling, duas vezes
premio Nobel, além de 50 titulos de Dr “Honoris
Causa”, e autor de 600 artigos científicos, vários
livros e pesquisas nas áreas de Química, Medicina,
Bioquímica e Biologia Molecular; Carl Pfeiffer (Brain
Bio Center, Princeton) com suas obras na área da psiquiatria;
Michael Lesser, fundador da sociedade de Medicina Ortomolecular
da Califórnia (1975)/ Roy Walford, autor das obras “A
vida mais longa” e um “Regime de Vida Longa”,
Patrick Quilin, fundador da revista Nutrition Times (EUA) e autor
do livro “Healing Nutrients”, Denham Harman (Universidade
de Nebraska), criador da teoria dos RLs; o bioquímico
Richard Passwater, aoutor do conceito de super-nutrição
e de vários livros; Roger J. Williams, professor da Universidade
do Texas, criador do conceito de ingestão diária ótiam;
Elmer Cranton, autor do livro “Trace Elements. Hair/ analysis
and Nutrition”, e o médico e nutricionista Jeffrey
Bland, professor da Universidade de Tacoma (USA) e autor de vários
livros.
Por iniciativa do Food and Nutrition Board, no ano de 1941,
foram criadas as RDAs (Recomended Dietary Allowance), doses
diárias
recomendadas, tabelas para orientar a ingestão e suplementação
de nutrientes nos EUA.
A Academia Nacional de Ciências (EUA), reconhecendo que
a carência de nutrientes estava associada a doenças
em populações mal nutridas, editou as primeiras
RDAs. As RDAs são portanto, recomendações
de ingestão de nutrientes e tem por finalidade evitar
a desnutrição e doenças a ela relacionadas.
A partir doas anos 80, muitos médicos tem aumentado as
doses de nutrientes buscando explorar as propriedades terapêuticas
destes nas doenças crônicas, doenças cardiovasculares,
osteoporose, alguns tipos de câncer e numerosas outras
patologias. Hoje a utilização de suplementos (aminoácidos,
vitaminas e minerais) a nível mundial é uma realidade,
chegando, em alguns países, a serem consumidos por cerca
de 40% da população.
Foi Pauling quem popularizou o termo Ortomolecular, no artigo_ “Ortomolecular
JPsychiatry” – (revista Science 1968). Nele referia-se
aos Trabalhos de Hoffer- com pacientes psiquiátricos graves,afetados
por doses de vitamina C e de vitamina B3 (niaciana). Fundou o
Linus Pauling Instituteof Science of Medicine, em Palo Alto (Califórnia),
onde trabalhou até o final de seus dias, em 1994. Ppublicou
seu ultimo livro em 1986, sob o título de “Como
Viver Mais e Melhor”. Foi ele, também, quem elaborou
o conceito de doença da molécula, que, no organismo,
pode ser controlada através da modificação
na concentração dos nutrientes essenciais (vitaminas,
minerais e aminoácidos).
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